Escritas

Lista de Poemas

O Mar e a Morte

O Mar e a Morte

O mar envolveu o meu corpo
E eu agora sou parte do mar
Nas ondas fiquei todo torto
Tão morto nas águas do mar

As areias da terra nasciam
Beijavam o meu corpo frio
Nas águas do mar eu morria
Tragado em um imenso vazio

Pedaços de mim foram ficando
Nas entranhas da vida do mar
Minha alma foi se recompondo
E leve se deixando completar

O meu mar é o berço da vida
E na morte é o seu renascer
Se eu morro eu fico querida
Mais vivo que o mar ao morrer.

Alexandre

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Exílio do Coração


Exílio do coração

Em toda a tua vida
Um mar de sombras
Mansa onda que desdiz ardida
É na foz do tempo a tua nascente
E a dor da chegada é tua partida.

Se todo o gozo é algoz saída
Na indolência suicida que vai e vem
Se todo o veneno é uma bebida
É insensato e pequeno não ir além.

É nesta pobreza que se morre à míngua
Com a fartura dos sentidos ao teu redor
Frente ao espelho uma negra língua.
O vazio da tua alma em mi menor.

Quando o sonho encharca uma semente
Os seus fantasmas no passado ficarão
E há tantas estrelas na noite que te oriente
Uma leve brisa transformar-se em furacão.

Alexandre Montalvan

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Loucura

Loucura

É toda esta loucura que me faz respirar
em uma nevoa esfumaçante e medonha
sentir o que me esgarça e que me exponha
em pedaços toscos de meus poemas,

o meu semblante bárbaro e insano
sou um espelho falho e humano
pois é na loucura que eu me vejo
e nesta escurecida lama que apodreço
entre frases inacabadas de um malfazejo
é o que me move a escrever o que eu pareço,

porem não gosto de reza e tampouco
que nas entrelinhas eu pareça um louco
sou o reverso de um som puro e metálico
como os sinos de catedrais que badalam
então
sou um inconstante, estupido e ignoto
em um voo cego em um negro esgoto.

Alexandre
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Tão Triste

Tão Triste

É tão triste
que eu faço uma prece
por tantas almas em um calabouço
perdidas, vazia em alvoroço
por uma vida tão sombria.

É tão triste
que eu já não entendo
quantos jovens vivendo
sem vida. . .
morrendo,
por uma vida tão vazia.

É tão triste
que eu confesso
fazer parte deste universo
faz-me virar réu confesso
da minha própria loucura
e poesia.

alexandre

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Fome de Amor

Fome de Amor

Quanta fome nesta negra escuridão
Tão estranhamente até o vento cala
Na influencia distorcida da cabala
A imensa e dolorida dor da solidão

A lua tão pálida e triste se esconde
Nas esquinas das avenidas nos bares
Grito louco, rouco e ouço, não responde
Eu procuro você. . . Em todos os lugares

Apenas cinzas de um pobre coração
Destroçado pelas forças do desejo
Por este vazio intenso, esta solidão
Que eu te busco no mar desta saudade

São tão táteis estas trevas, tensas
Todas tentam tolher meus sentidos
Tétricas de doer até meus ouvidos
Templos tolos. . . Feitos desta ilusão
E deste enfraquecido amor desnutrido


Alexandre

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Ausência

ausencia

Ausência

Tudo é silencio por esta ausência
o ar, a carne, até a tristeza.
o mar emudece em um grito surdo
a morte ronda e é a única certeza
neste imenso lamaçal denso e turvo

As chuvas já não formam corrupios
o vento está morto como pensamentos
pessoas passam lentas e indiferentes
entretanto é somente a dor latente
que está presente neste coração vazio.

E são estúpidos e tolos pensamentos
mas expressa-los é uma consolação
tão lento e descabido é o suicídio
que nestas poucas frases eu tento
encher de alegria meu vazio coração.

Estou em um túnel profundo e escuro
à noite, a ausência aniquila minha espera.
é toda a forma de desejo que encerra
em minha alma a dor desta privação.

Desabam sobre as frases um negro muro
e este vento indecifrável e frio
é um riso louco, largo e duro que
congela em mim toda a forma de emoção.

Alexandre

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Eu não deveria Morrer


Eu não deveria Morrer

Eu quero antecipar a minha morte
vou interromper o fluxo da vida
ver o nada invadir as minhas mãos
e vou fazer parar o meu coração.

Não há prazer que supere a tragédia
no desfazer do meu eu de outrora
na transcendência do frio e do silencio
no abismamento que às vezes eu penso
em descobrir o que eu sou agora

Eu enveredo nas sombras de mim
Devo olhar para dentro ou para fora?
já não importa onde esta meu tormento
talvez agora eu encontre um alento
em descobrir como eu sou agora.

Eu transformei-me em um monte de cinzas
que por alguém foi lançada aos ventos
como se eu fosse apenas sementes
eu vou voltar a sorrir novamente
só estão nos ventos os meus pensamentos.

Alexandre Montalvan

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Folhas ao Vento


Folhas ao Vento

Folhas ao vento, em uma dança lenta,

a folha cai.
Ao desprender da origem não sabe o destino,
não importa aonde vai.

Seus temores são metáforas
sua dor é solidão.
Em sua liberdade sem sentido
ela dança um sonho
uma canção.

Tanta força a castiga
tatuando-lhe carismas.
Ela cria movimentos
para transformá-los sofismas.
O outono é a razão
de sua misteriosa existência.
Altera verbos para que se perca
a eloquência.

Sua tristeza é a antítese
das manhãs e dos jardins.
Sempre sonha o mesmo sonho
E o que é bom diz que é ruim.

Sabe ser apenas uma folha ao vento
Tão simples assim.
Vendo rostos conhecidos
frios sem sentimentos.
Que mudam a todo o momento
Transformando o ferro em aço...

Eu me laço.
Nos teus braços e abraços.
Beije-me...
Em teus lábios me enlace.
Afaste-me deste inverno
que me afasta de você.
Deixe-me repousar em teu delírio.
Renascer em tua aurora.
Aquecer-me em tua luz, saborear tua doçura.
A cada amanhecer estar agarrado ao teu ser.
Pois por mais que eu flutue ao sabor da brisa e do vento
meu destino você...

Alexandre
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Você

Você

Você surge como luz brilhante
Na escura noite do meu coração
Nos meus tortuosos caminhos
E como uma rosa, desabrocha
Iluminando o meu chão.

Um lindo sonho intenso
Em cálidas brisas de caricias criar
Um lindo amor imenso
E na vida de encantos e delicias
Eu me afogo em delírios
Só de pensar

Dá-me agora um beijo ardente
Entre os labirintos do prazer
Perdido em teus braços infinitamente
Quero nos teus beijos renascer

Alexandre Montalvan
Queridos amigos com esta poesia eu fiz um vídeo que postei no youtube fiz com mto carinho se puder faça-me uma visita vou ficar mto feliz, alexandre
http://www.youtube.com/user/processolento

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Amor na Praia

Amor na Praia

Por entre a tênue linha da ironia
Transformo a podridão de meus dias
Em areia quente pelo sol na praia,
Esculpidas pelas ondas do silencio

Que vem e some, e por vezes grita teu nome
É um desordenar louco e impreciso
Vejo imagens distorcidas, confusas
Meu Deus, tento ver no mar todo teu sorriso

Mas não há nada ao meu redor
Apenas desoladas nuvens de areias
Areias que vem e vão certeiras
Que ainda vou morrer de amor

Amor, amor de apenas um instante
Por alguem que não tem rosto
Nem corpo nem cores nem seios
Que eu procuro no mundo inteiro
E não apenas nesta praia.

Alexandre Montalvan
Queridos amigos com esta poesia eu fiz um vídeo que postei no youtube fiz com mto carinho se puder faça-me uma visita vou ficar mto feliz,
http://www.youtube.com/user/processolento


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Comentários (2)

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thaisftnl
2020-05-07

És um poeta magnifico, poesias lindas, parabéns!

2014-08-18

Alexandre tua poesia fala com a alma, transborda de amor pleno , puro que exala ternura . Parabéns !!!