Escritas

Lista de Poemas

Nem Tudo

Nem todo poema tem rima;
nem todo amor tem desejo;
nem toda dor tem choro;
nem todo ciúme é zelo.

Nem todo louco é insano;
nem toda separação é triste;
nem todo silêncio é mudo;
nem tudo que se sente existe.

Nem todo perfume agrada;
nem todo riso é alegre;
nem toda verdade é exata.

Nem toda flor é bela
e para minha tristeza
nem todas são como ela!
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Desejo

Minha inspiração surge a partir de meus devaneios;
estes gerados pela força do meu desejo...

Desejo que reside em meu peito...

Que lava minh'alma.
Que pertuba minha calma.

Desejo animalesco,

extingue minha humanidade,
exaurindo minha pouca sanidade.

O desejo da palavra,
do toque, do gosto.

O desejo quase imposto
pela sua existência.

Desejo incontrolável,
por vezes instável.

Desejo que me faz ir
em sua direção
ou fugir em outra ocasião...

Desejo te e por isso fantasio;
me desdobro tentando conter,
esse desejo, esse querer...

Mas no fim só me resta o desejo de escrever
o quanto desejo-te!
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Poema

É na incoerencia das palavras
sem sentido que me faço expressar;
e em versos comedidos
que venho me libertar.

Abro minhas asas,
fecho meus olhos pronta para sonhar,
voo livremente
sem nada a me alcançar...

A solidão e o silêncio
confortam meu coração,
o vento bate em meu rosto;
me alegra esta situação.

Estou no céu e no inferno
sinto minh'alma arder,
mas a calma reina em meu corpo
num doce prazer...

Desejo e falo.
Grito e encerro.
Leio, paro e meço;
no fim tudo sem muito complexo.
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Passos Equivocados

a dor que sua ausência me causa
se expressa na triteza
de versos incoerentes.

O sorriso se esconde
por de trás das lágrimas...

Sinto me só, frágil, indefeso
lembrando que num breve beijo
amarrei minh'alma a sua
por isso continuo desarmado...

...sigo jogando seu jogo;
ignorando sua predisposição
para brincar com meu coração.

Sinto me guiado
por caminhos errados
para um fim catastrófico,
esperando você voltar.
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Triste luar (Plinio Schonarth)

A luz do luar mesmo em seu auge
não ilumina minhas lágrimas;
já não esta presente na minha vida.
O que me resta são lembranças de um tempo,
um outro tempo supostamente feliz.
Enquanto me martirizo por erros cometidos;
me culpo por palavras proferidas,
e atitudes tão impulsivamente tomadas.
Vejo as nuvens cobrirem a luz da lua,
encobrindo toda a beleza da noite.
Sou triste, largado as traças;
a pessoa que existia morreu,
o brilho que residia em meus olhos
se apagou para sempre.
E meu coração que batia acelerado por apenas ouvir sua voz
agoniza perante a dor de sua ausência,
o bem que me fazia ja não o faz,
o mal que a saudade traz me domina
e me vejo agora triste.
Escondendo minhas lágrimas a sombra do luar.
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O perfume das flores

O perfume das flores invadem meu quarto,
enquando agonizo aqui sozinho.
O perfume das flores me lembram você
e todo aquele sentimento que sentia;
era amor, sim era amor,
na sua forma mais pura e doce;
tão doce quanto o perfume que invade meu quarto
e inebria meus sentidos,
anestesia minha alma,
enquanto recordo de você minha bela,
do seu sorriso limpo,
puro e franco.
Seus olhos, belas janelas
para o fundo de sua alma,
tão bela e pura quanto você.
E a saudade se traduz num pranto,
por não te ter aqui.
Um choro à muito contido,
sinto e sofro;
calado sozinho,
mas ainda tenho um consolo:
o doce perfume das flores que invade meu quarto...
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Comentários (1)

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marcburnier
2018-05-31

Um notável texto de sua autoria Poeta ALEXA, bom dia! Li este seu texto “NEM TUDO” e gostei bastante de sua forma de se expressar. Você é uma daquelas pessoas que sabem o que, e do que está falando. Mesmo sendo agente literário, e prestando serviços para várias editoras, recentemente publiquei alguns de meus escritos em uma antologia produzida pela Editora Palavra é Arte. O sistema que eles utilizam para o edição de livros é algo inédito. Nós autores não gastamos nada com produção da obra. Os exemplares nos são disponibilizados no sistema de venda consignada. Isto quer dizer que se alguns exemplares não forem vendidos, podemos devolvê-los, e estes serão doados a bibliotecas públicas e presídios, inclusive das cidades onde moramos. Como gostei muito da forma como você escreve, pedi permissão à editora para convidar você e mais oito outros autores, para participarem de uma das próximas edições. Se um de seus objetivos quanto à Literatura é ter seus textos publicados em forma de livro impresso, acredito que esta seja uma boa oportunidade. Por isto peço permissão para que façam contato com você e lhe enviem o material referente à publicação. Espero que desta forma, eu esteja retribuindo a sua amizade. Se for dar resposta a esta minha mensagem, gostaria de pedir-lhe que, por gentileza, envie sua resposta para o meu e-mail pessoal que é este: agenteliterarioburnier57@yahoo.com Um abraço fraterno, Marc Burnier