Lista de Poemas
TEU CORPO
És
o meu Sol
de oiro
pela manhã
que perdura
ao longo do dia
Teus raios
de jasmim
penetram
meu coração
gélido
e fazem brotar
da minha boca
palavras
de magnólias
perfumadas
que se vão
aninhar
em teus seios...
E quando
chega a noite...
és Lua
e Mar
que inunda
meu corpo
já saciado
do teu perfume
onde meu pensar
faz amor...
e me envolvo
em beijos
de prata
e cheiros
do teu
sexo
como um jardim.
E assim adormeço...
para um acordar
renovado
onde
Sol e Lua
e Mar
brilharão um pouco mais
no meu universo
do porvir.
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CAMINHOS DO SILÊNCIO
Vou por caminhos desconhecidos
à procura de silêncio e flores...
que aconpanhem meu corpo híbrido
na noite suave...
escura
mas só ouço ruídos
no rastejar da minha consciência
adormecida.
Colho espinhos...
na beira de veredas já velhas
pelo passar do tempo
identifico-me
com elas.
Eles, os espinhos...
são o meu pão amargo
e doce...
que me alimenta as horas...
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ALMAS GEMEAS
Beijo
teus cabelos
Perco-me
na
Planície
do desejo
Meu sexo
no
Teu sexo
Melodia
tocada
sentida
na pele
Húmida
de gritos
de
Prazer
Cheiro
almiscarado
União
de
Fluidos
Paixão
Jazz
sincopado
do teu
Corpo
Bailado
Terno
Orgasmo
no
Olhar
E lá ao fundo...
o swing frenético da cidade...
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HOME
Quando perderes a cabeça
por algum motivo...
Não te preocupes...
Ela volta sempre
a sua casa...
como um filho pródigo
A fidelidade
é uma regra de ouro
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POIS
"O verdadeiro amor não necessita de balança, pois está equilibrado em ambos os lados"
"Gostava de ser um relógio despertador.
Parar o Tempo...e acordar consciências pesadas...
para torná-las mais conscientes
e leves...."
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FAT MAN ou nem tanto
A "música" faz parte da sua afirmação.
Quando pensou que a sua casa estava finalizada
ruiu.
Como um castelo de cartas.
A infelicidade fez com que caísse do ninho.
Desajeitadamente.
Uma queda para o vazio.
Como grão de café.
Moído em qualquer moinho desajustado
e doente.
A sua gordura é ilusória aos seus olhos.
Acumula-se essencialmente no cérebro
desbotado.
Debochado.
Fazendo-o pensar que é um homem
elegante e charmoso.
Um superdotado. Macho Latino.
Dom Juan. Casanova.
Um puro ficcionista.
Um galã de algibeira.
Gosta até de Visconti, de Sica.
E de Fellini.
Sem saber o porquê
quando ele próprio é uma farsa.
Uma fábula burlesca.
Fellini vomitaria as próprias tripas
se o conhecesse.
Mas é de "bom tom" dizer-se que se gosta,
se entende.
Crítico de cinema.
E que a comunicação trata-se por "tu".
O harém virtual
aprova.
Pura misoginia.
Assim é o "fat man".
Transformado em ridículo como
um desenho animado de mau gosto.
Sem afinal ser fat.
No sentido lato do termo.
Porque os "fat" verdadeiros
têm graça e sentido de ritmo.
Dançam bem.
Apreciam a música.
São reais.
Os outros
só conhecem o som dos carimbos
a massacrá-los.
De medíocres.
Incompetentes tardios.
Mas não aceitam.
São burros.
Para o óvulo fecundado
será sempre uma incógnita.
Homem, Besta ou Merda?
Felizes as mulheres,
porque não fazem parte deste "bidon".
Como no Cabaret Voltaire.
Onde Emmy Hennings era uma rainha
ao lado de Hugo Ball.
.....................................................................
Oh, Fat Man...
repara que até a bússula se converteu
ao anarquismo
e rejeita apontar para o Norte.
O metrônomo a gritar para o piano
desafinado.
Ao compasso de uma valsa.
Ampulheta obstruída
sem marcar o Tempo.
Efémero.
O relógio de Sol.
onde a sombra pára sempre.
Ao meio-dia.
Sinal de inteligência.
Para o não arrefecer da noite próxima.
És a solidão,
Fat Man.
Da memória pesada
sobre a pedra tumular
do subconsciente.
O pêndulo de Foucault
assemelha-se ao teu nariz.
Farejador de gárgulas
demoníacas.
Como castrador
em convento
da idade média.
Uma espiral
sem retorno
em que tu
Fat Man te delicias.
Na moldura da tua própria morte.
À volta da Terra.
Em viagens gárgulescas.
Pelo amor sujo.
Fácil
e desprendido
com que abordas as personagens.
Do Teu Mundo virtual.
Sem qualquer sentimento.
Numa busca incessante.
Pura diversão casual.
Como se tratasse de um contrato
de amor.
De plástico.
.............................................................
Eis o Fat Man.
Desportista.
Com cérebro seboso.
Gordurento.
Falicioso.
Déspota.
Egoísta.
Uma queda para o vazio.
Quando pensou que a sua casa estava finalizada
ruiu.
Como um castelo de cartas.
A infelicidade fez com que caísse do ninho.
Desajeitadamente.
Uma queda para o vazio.
Como grão de café.
Moído em qualquer moinho desajustado
e doente.
A sua gordura é ilusória aos seus olhos.
Acumula-se essencialmente no cérebro
desbotado.
Debochado.
Fazendo-o pensar que é um homem
elegante e charmoso.
Um superdotado. Macho Latino.
Dom Juan. Casanova.
Um puro ficcionista.
Um galã de algibeira.
Gosta até de Visconti, de Sica.
E de Fellini.
Sem saber o porquê
quando ele próprio é uma farsa.
Uma fábula burlesca.
Fellini vomitaria as próprias tripas
se o conhecesse.
Mas é de "bom tom" dizer-se que se gosta,
se entende.
Crítico de cinema.
E que a comunicação trata-se por "tu".
O harém virtual
aprova.
Pura misoginia.
Assim é o "fat man".
Transformado em ridículo como
um desenho animado de mau gosto.
Sem afinal ser fat.
No sentido lato do termo.
Porque os "fat" verdadeiros
têm graça e sentido de ritmo.
Dançam bem.
Apreciam a música.
São reais.
Os outros
só conhecem o som dos carimbos
a massacrá-los.
De medíocres.
Incompetentes tardios.
Mas não aceitam.
São burros.
Para o óvulo fecundado
será sempre uma incógnita.
Homem, Besta ou Merda?
Felizes as mulheres,
porque não fazem parte deste "bidon".
Como no Cabaret Voltaire.
Onde Emmy Hennings era uma rainha
ao lado de Hugo Ball.
.....................................................................
Oh, Fat Man...
repara que até a bússula se converteu
ao anarquismo
e rejeita apontar para o Norte.
O metrônomo a gritar para o piano
desafinado.
Ao compasso de uma valsa.
Ampulheta obstruída
sem marcar o Tempo.
Efémero.
O relógio de Sol.
onde a sombra pára sempre.
Ao meio-dia.
Sinal de inteligência.
Para o não arrefecer da noite próxima.
És a solidão,
Fat Man.
Da memória pesada
sobre a pedra tumular
do subconsciente.
O pêndulo de Foucault
assemelha-se ao teu nariz.
Farejador de gárgulas
demoníacas.
Como castrador
em convento
da idade média.
Uma espiral
sem retorno
em que tu
Fat Man te delicias.
Na moldura da tua própria morte.
À volta da Terra.
Em viagens gárgulescas.
Pelo amor sujo.
Fácil
e desprendido
com que abordas as personagens.
Do Teu Mundo virtual.
Sem qualquer sentimento.
Numa busca incessante.
Pura diversão casual.
Como se tratasse de um contrato
de amor.
De plástico.
.............................................................
Eis o Fat Man.
Desportista.
Com cérebro seboso.
Gordurento.
Falicioso.
Déspota.
Egoísta.
Uma queda para o vazio.
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