Lista de Poemas
POEMA {176}
Lento cresce o teixo
Laivo e disléxico eixo
Dialético o sabor do mel
Penso na emanação do fel
Logos que enfeitam o céu
A dor do calo, véi do céu!
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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POEMA {125}
Não é a rima que faz a poesia
Mas a poesia que se faz na rima
A rima às vezes é um copiar e colar
Uma forma em si que vaporiza calor
No esboço imagético a rima é a gota.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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POEMA {111}
A morte tece a trama nuclear
Lento o fio e o canto do ceifar
Sofismar a lei do cão e o ismo
Nuclear entre a rocha e o istmo
Elos e fusos o rumor da extinção.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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POEMA {122}
A abelha iraí
Não morde
E não faz
Buzzzz
Bzzzzz
Bzzzzt
E nem
Zum-zum-zum.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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POEMA {175}
É fácil colonizar o corpo e a mente
De alienar os dias na tez do deleite
Basta um pote de Nutella
E um litrão de Coca-Cola
Um orgasmo vil da paixão
E por fim a queixa na oração
A fêmea e infinita rotina do grão
O súbito finito da jacta ingestão.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
Adu Verbis 2000 ©
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Poema {129}
Se é puta
Sofre e justifica
Porque é puta
Que foi o olhar quente
Das horas profusas
Que foi envolvida
Pelo cheiro almíscar
Se é santa
Sofre e justifica
Porque é santa.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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Poema {131}
O meu coração iceberg
Derrete no teu olhar
Trópicos de lábios
Promessas e intenções
Olhares bolhas de sabão.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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Poema {130}
Desde que penetrei
Seus orifícios róseos
Como rolha de vinho
Seu mosto está em mim.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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Poema {128}
Há obsessão que agrada
Há obsessão e desgraça
A poesia é uma obsessão
Que agrada e causa degrado
Sempre há um obcecado
Que agrada ou cai em desgraça.
Poema do livro “Inutensílio: Poema Sem Préstimo”
Adu Verbis 2000 ©
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Adu Verbis estudou artes plásticas. Como artista plástico, junto, com o artista plástico José Roberto Godoy praticou diversas intervenções urbana na cidade de São Paulo, em especial, a pintura de um arco-íris no viaduto Santa Ifigênia, em 1982. Dos anos 80 ao anos 90 realizou uma série de performances com a temática a antiarte, dialogando assim com o tema: “Seja Herói–Seja Marginal”; conceito desenvolvido pelo artista plástico Hélio Oiticica. Expôs em alguns salões de artes plásticas, em especial na Fundação Cásper Líbero-1994. No ano 1997 publicou o livro de poema: “A Língua Diz o Verbo Faz”. Em 2000, lançou o livro de ensaios fictícios: “Plagiando As Horas”. Escreveu os roteiros: “Um Crime Sem Autor”. “The Rave”. “O Roteirista”. “O Almoço” e o “O Tatuador”.
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