Lista de Poemas
Recordações
Ah! quantos doces momentos,
De nossa vida, em comum.
Dois corações, que batiam,
Assim, como fossem só um.
Os sonhos esparzidos das almas,
Quanta ilusão vivenciamos!
Quantos momentos de calma,
Quanta paixão desfrutamos!
Da felicidade, me lembro!
Era amor puro, era anseio!
Revejos os sonhos de vida,
Quimeras em mil devaneios!
Cada encontro, no tocar da pele.
Cada olhar, explodia esperanças!
Cada frase de amor, cada beijo,
Hoje habitam as minhas lembranças...
Ah! Que momentos vivemos!
Em nossa pouca idade.
Momentos que hoje alimentam,
Meu coração, com saudades...
Fugaz
Senti no frescor da sua pele
o aroma que embriagava,
que seu corpo nu exauria
e com prazer me entregava.
Vivi por séculos o instante.
Sofri da dor a essência!
Por sobreviver ao delírio,
lúcido e sem consciência.
Quis adentrar no ocaso,
da tarde que longe morria
e ressurgir no momento,
que em seus braços, nascia.
Onde anda a poesia?
Onde está a poesia
Aquela que fala de amor?
Onde estão os sentimentos
Aqueles que enfeitam a dor...
Onde andam as velhas rimas
Feitas em prosas e versos
Onde andam os delírios,
De corpo e almas abertos.
Onde se encontram os poetas
Que ainda se inspiram nas ruas,
Onde se encontram os poemas
Criados sob a luz da lua.
Para onde foi a poesia
Que habitava as almas,
Aquela que aos corações,
levava a paz e a calma...
Onde ouço o canto dos ventos,
Que sopravam nas linhas dos versos?
Onde escuto do mar os murmúrios
Segredos nunca descobertos...
Onde leio sobre os amores
Que transformavam destinos
Onde encontro as grandes paixões
Que eram cantadas qual hinos...
Onde encontrar os poetas
De sentimentos tão puros,
Que emprestavam suas luzes
Aos pensamentos escuros.
Como afinal eu consigo
Matar essa dor que me invade
Se por poetas e versos
Hoje meu nome é : saudades!
Ela tem
Ela carrega no olhar,
O que poucas pessoas tem:
Um certo "que" de magia
Mística, como ninguém!
Tem no olhar penetrante
A espada, que mata o dragão!
E nos olhos tão profundos,
Um mundo de amor e paixão.
Reflete naqueles olhos
Um jeito mulher de ser.
A força de quem já sabe,
Quanto vale um bem-querer.
Ela tem nos seus cabelos,
O toque e o perfume das rosas.
Os fios encaracolados,
Que a deixam assim vaidosa.
O negro tom, tão sereno,
A torna linda, sem par!
Seu jeito assim, natural...
É de se admirar!
Dá vida aos seus cabelos,
O movimento das brisas.
Que reflete o frescor,
de sua pele, tão lisa.
Ela mostra no sorriso,
O brilho nascido no Sol.
No entreabrir de seus lábios,
As pétalas de um girassol.
E ela sorri tão lindo,
Que meu coração quase chora...
E por outro sorriso,
Pede, clama, implora!
Ela possui ao sorrir,
Um dom: transmitir a calma!
Deixa minha vida bonita,
E enternece minh'alma...
Por que?
Por que esconder aí dentro do peito
esta flor que desponta, criança ainda?
Por que não dizer, disfarçar desse jeito,
aquilo que cresce de forma tão linda?
Por que omitir, resguardar-se do que?
Nada é mais puro nesse momento.
Por que não viver, na totalidade
o mundo que explode neste sentimento?
Por que insistir em trocar toda hora
A beleza do sim, pelo escuro do não?
Por que negar ao mover os seus lábios
aquilo que vive em seu coração?
Por que não dizer, por que esperar?
Viver é tão bom, mas passa ligeiro.
Por que se calar e ficar com tão pouco
Daquilo que pode ser seu, por inteiro?
Por que não falar, gritar para o mundo
Aquilo que quero, espero e reclamo...
Deixar escondida essa frase infinita,
por que não dizer, simplesmente: Eu te amo!
Somos
Em que se sinta a relevante sintonia de pensamentos
Pelos quais e por muitas vezes nos confundimos em apenas um,
Restam guardados resquícios de desejos, não satisfeitos, natimortos,
Das frações do tempo que não desfrutamos em comum.
Por descuido, por dormência, até mesmo por costume,
Olhamos para o objeto, ignoramos o lume,
Ficamos apenas absortos, perdidos em reflexões.
Preocupam-nos a existência dos fatos, preocupa-nos as procedências,
Escapam-nos os motivos, despercebemos as razões.
Saudade
Dor que meu peito invade,
Angústia, ansiedade...
Tantas coisas se resumem
Em uma palavra: Saudade!
Saudade, dor por não ter
Não ver, não poder tocar.
Esse aperto no peito,
Que não tem como explicar.
Saudade, intensa agonia,
Que inunda o coração.
É um querer ir embora,
Que não justifica a razão.
Saudade, quanta vontade
Em fazer acontecer...
Sentir, dentro do abraço,
Aquilo que não pode ter.
Saudade, tormento da ausência,
Que os sentimentos alcançam.
É morte, brincando de espera
É vida, buscando esperanças.
Tão somente, o amor.
Eu dei amor, eu sei
E mais do que poderia,
Foram anos de mera ilusão
Amei a quem não deveria.
E mergulhei na paixão,
De olhos vendados, no escuro.
Mas tampouco sabia,
Que a perfídia existia...
Eu era jovem, tão puro.
Só que a vida, essa bandida,
Guardava em seu coldre a insídia,
Arma letal, fulminante.
Fui seu alvo preferido
Aqui, no peito atingido.
Um só disparo e os sonhos,
Morreram no mesmo instante.
Não pode o amor, esquecer
Que a insídia é fatal!
A confiança, se cega
Mata o amor, que devia,
Ser para sempre! - Imortal!
E o que resta da vida
É o que teremos dos dias,
Que intermináveis se seguem.
Dias onde a solidão, bate no coração,
Mesmo que os olhos a neguem.
Ensino: cuidado com o amor!
Mesmo lindo é traiçoeiro!
Penetra em seu coração
e te possui por inteiro.
Não há defesa no mundo
Que possa impedir esse ataque,
Pois é nosso coração,
O objetivo do saque!
O amor nasce lá dentro,
Cresce e declara domínio,
Toma este território
E nele constrói o seu ninho.
Passamos a ser prisioneiros,
Reféns desse sentimento...
Amor, doce amargura!
Amar, sublime tormento!
Tarde em mim
Tarde, crepúsculo da existência
Por do sol das esperanças...
Nuvens douradas que demarcam os horizontes
e enfeitam o limite entre sonhar e viver.
Tarde, momento de reflexão,
Aviso de noite.
Tênue brilhar da luz da vida,
expectativa de silêncio, espera de fim.
Tarde no coração, na razão.
Olhos fixos no espaço...
Linha já visível do limite do tempo.
Dia que ficou, lembranças das manhãs...
Tarde que traz as saudades de quem olha para trás.
Visão de passos desconcertados,
Caminhos de muitas voltas, incertezas, ilusões...
Tarde, certeza de noite, incerteza de um amanhã,
nostalgia, misto de solidão e calma.
Paz do realizar, fogo do desejar
Brisa que alenta o frio que congela a alma.
Tarde, alquimia das paixões,
Brasas perenes do amor...
Promessa de cinzas...testemunha dos fatos...
Juíza implacável da verdade!
Sobrevoo
Eram deuses no templo aceitando oferendas...
Eram retas no espaço, sentidos opostos
Eram poses nas fotos, eram mares, eram rios...
Eram vidas unidas, eram mundos vazios...
Seja o gado estourado, seja a queda da água,
Seja o sol de amanhã, seja o pouco do nada
Seja o tudo do pouco, seja o quase do fim
Seja o são, seja o louco, seja um pouco de mim...
Tão distante do perto
Tão igual ao espelho
Tão real quanto incerto
Tão sutil... qual guerreiro...
Mostre a uva do vinho, mostre a pedra do tombo
Mostre o ramo do ninho, mostre o reio no lombo,
Mostre o não que consente, mostre o sim que proíbe,
Mostre a dor que se sente, mostre a mão que agride.
Segue o raio da luz, pegue a sombra da ave,
Ouça o grito que dói, o fim da eternidade...
Segue o instinto felino, seja a fome da fera
Siga em frente, caminhe, seja a pedra que espera.
Comentários (32)
José Roberto Under
José Roberto Under
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Nascido a 07 de março de 1950.
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Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime