Escritas

Lista de Poemas

Velhos sonhos


Velhos sonhos,  nunca realizados,
Desejos  que se desfizeram.
Quimeras,  perdidas  no tempo,
Passado,  esperanças, esperas...

Velhos sonhos, projetos que a vida,
Não permitiu florescerem,
Ficaram guardados no peito,
De forma a nunca morrerem.

Velhos sonhos, quantas saudades,
Sentimos ao relembrar,
Alegrias que o passar do tempo  
Não permitiu olvidar.

Velhos sonhos, doces momentos,
Promessas, juras, paixões...
Lembranças, que ainda fomentam,
Ternura, em nossos corações.
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Um casal de passarinhos


Um casal de passarinhos
Fez ninho, na casa dela.
Eu fiquei desesperado,
Pra fazer ninho com ela.

Voo a voo, ramo a ramo,
Construíram sua morada.
E foram viver bem juntinhos,
No peitoral da sacada.

Passarinho, passarinho,
Conte pra mim seu segredo.
Quero viver junto a ela,
Mas confessar tenho medo.

Se ela aceitar, sem demora,
Vou construir nosso lar.
Mas, se ela bater asas,
E ir morar, noutro lugar?

Filhotes de passarinhos
Nasceram na casa dela.
Aproveitei do momento
Pra ficar abraçado com ela.
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A porta


A porta fechou-se.
E atrás dela, quantos sonhos se tornaram apenas lembranças...
Quantos momentos, risos, confissões, esperanças...
Uma porta que bate. Um coração que emudece...
Um grito que cala. Um amor que se esquece...
Uma dor que aniquila. Um soluço que chora...

Uma porta, que fecha.
E com ela uma vida,
E com ela histórias,
E com ela um futuro.

Uma porta fechada...
Lá dentro, ficaram emoções,
Lá dentro, restaram poesias,
Lá dentro, morreram ilusões.
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Amanhã vazio


O sol que hoje nasceu, já não é aquele...
Que ontem me flagrou, sorrindo , 
Cantando em versos, o amor.
A luz que com ele morreu, carregou 
As ilusões  que  em meu  peito viviam,
Só deixando  em mim, as marcas da dor.

E eu, que sonhei nossas vidas,
Suas mãos em minhas mãos,
Sempre sendo nós dois.
Hoje, me pego sozinho,
Seguindo o caminho, que a vida impôs.

E os sonhos que a noite traria,
Silenciosamente, ela os levou.
Roubou o amanhã que eu queria,
E o dia seguinte, jamais despertou.

Por que o sol me obrigaria, a ver uma nova manhã,
Se minha felicidade, naquela noite ficou?
E me fazer despertar para a cruel realidade,
Se o que quero somente, é dormir, com a saudade...
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Você, poesia...


Você, poesia...
 
Por que me domina, escraviza? Faz-me pensar e escrever pelas madrugadas insones.
Não permite que eu seja apenas eu mesmo, como são tantas outras pessoas ...
Deixe-me sonhar meus próprios sonhos e viver apenas minhas realidades...
Mas como faço?
Se essa poesia me faz ver beleza nas flores que enfeitam a morte,
Faz-me ouvir músicas nas águas dos rios e cachoeiras...
Faz pássaros parecem conversar comigo, em seus gorjeios
É normal sentir o amor com essa intensidade com que sinto?
Ver sempre os olhos dela, brilhando mais que a luz do sol?
Ver na sua pele, a uma suavidade e brandura, como em um raio de luar?
Olhar para o horizonte e ver alegria na sua beleza, e ao mesmo tempo, tristeza pela sua distância?
Por que me escolheu para seu pouso?
Por que engana meus olhos e amplifica meus sentimentos?
Por que dominas meu coração e minha razão?
Sua presença é um misto de alegria e dor...

Quem é você, poesia?

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Sem nunca ter sido


E ouvindo suas promessas, 
Juras de paixão eterna,
Dormi o sono dos justos.
Sonhei sonhos nunca sonhados, 
E como nos sonhos dourados,
Vivi um amor, não vivido.

Amei, sem nunca ter amado, 
Sofri, sem jamais ter sofrido.
E hoje, se morro acordado
Sem ter você ao meu lado
Foi por ser, sem nunca ter sido.
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Humanidade


Bilhões! Somos bilhões sobre a Terra!
Humanos em plena expansão.
Criamos nossas sociedades,
Cada qual com suas verdades,
Cada qual com suas razões.

Somos humanos servis?
Cultos, educados, gentis?
Ou, aceitamos de tudo?
O estudo,  o trabalho, a labuta,  
Também  as guerras, disputas,
A fome, a miséria, o frio...

Aceitamos ser subjugados,
Por outros humanos! Coitados!
Vivemos em um mundo sem luz?
A vida exige cuidados,
Porque um humano amestrado,
Sequer sua história conduz.

Bilhões, somos bilhões!
De humanos em fila, na Terra!
Bilhões,  largados a esmo,
Cada qual pensando em si mesmo,
Em meio à multidão.

Somos bilhões de humanos,
Somamos mais, cada ano
Em cada um, desenganos,
Em cada um, solidão.
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Ilusões


Apagam-se as luzes, esmorecem as cores,
Anulam-se sonhos, morrem razões...
Foge a alma e com ela os desejos,  
Quando se acabam, as ilusões.

As chuvas são frias, as noites congelam,
O tempo parado se nega a passar,
Ficamos inertes, sofrendo calados,
Nada mais resta, a não ser esperar.

Mas o sol talvez nasça, atrás da vidraça,
E mil passarinhos fazendo arruaça,
Ensinem que a vida, é recomeçar

E as nuvens cinzentas, que escondem o céu,
Deslizem ligeiras,  removendo o véu,
Que encobre o amanhã, e limita o sonhar.
 
No replantio, dos anseios perdidos,
Acontece o milagre do renascer,
Apostando em fartas colheitas da vida,
Certamente  ilusões, voltem a florescer.
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Contrapondo o amor.


Por Deus, não falem de amor,
Não para mim! Não agora!
Aquela mulher que eu amava,
Mais que isso, idolatrava!
Partiu, sumiu, foi-se embora!

E  disse que era pra sempre,
Levou tudo o que era seu.
Eu fiquei sem coração,
E isso com toda razão:
Aquele, não era mais meu...

Se amar é sofrer, com licença,
Preciso mudar meus costumes
Passei tantos anos amando,
Doando, me subjugando,
Dominado por tantos ciúmes...

Eu era uma propriedade,
Com direito a registro em cartório,
Sequer tinha uma identidade.
Qualquer coisa que pensasse,
Não passava do ilusório.

Mas de prisão a prisão,
Nunca houve diferença.
Essa mania de amar,
De querer, sofrer, se entregar,
Já devo ter de nascença.

O amor é lindo, em contos,
Onde se escolhe o final.
De fundo um lugar bem bonito,
Com vista para o infinito,
E luz, artificial...

Mas, resta continuar,
Investindo no querer.
Porque além do trabalho,
Ou um jogo de baralho,
Pouco se tem a fazer...
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Brisas


Deite-se sobre meu peito...
Ouça... lá dentro estou eu.
Sinta o meu respirar,
Perceba... você é o ar,
Que meu coração escolheu.

Cálidas noites de inverno,
Faz do meu tempo um eterno
Dom, de viver e sonhar.
Sangue que queima e impele
Meu corpo a roçar sua pele,
Qual noite, tocando o luar.

Mil pensamentos me afligem,
Quando em busca da origem
Desta alquimia da sorte.
Sou como fera acuada,
Que pela vida e mais nada,
Luta fugindo da morte.

A brisa que bate e acarinha,
Seu corpo e te faz toda minha,
Você ainda não percebeu...
Siga o caminho do vento,
E veja que nesse momento,
Quem sopra a brisa, sou eu.

 

 

 

 

 

 
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Comentários (32)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.