Escritas

Lista de Poemas

Meu grito!

Meu Grito!

 

E esquecem que a paz, é o melhor alimento para a vida. E que sem ela, não podemos sequer imaginar o amanhã.

E esquecem a natureza e sua grandiosidade, presente da criação onde a perfeição é inigualável. Aviltam as matas, destroem a fauna, a flora, planícies, montanhas... Esquecem a beleza da neve, das cachoeiras e das corredeiras, contaminam a pureza das nascentes. Esquecem o alvorecer, a magnitude de cada entardecer, esquecem de olhar para o céu e observando as estrelas, entender nossa pequenez perante o universo.

Fazem a guerra por motivos fúteis, por estratégias que apenas visam o poder. A guerra pelo enriquecimento material, por crenças divergentes que não buscam entender que acima de tudo, está a criação, que é única e independe do nome com o qual cada um a possa denominar. 

Esquecem que o direito ao livre arbítrio  traz em sua filosofia a responsabilidade pelos atos!

Esquecem que a ganância separa os povos, fazendo com que a humanidade se fragmente em interesses pessoais. Esquecem que ninguém é eterno e que o direito à vida, que nos foi concedido de forma igualitária, criou também nosso tempo. E nosso tempo é curto, pelo muito que precisamos aprender.

Que culpa carregamos por desejar a vida? Que culpa carregam estas crianças cruelmente mutiladas nesta guerra motivada pela ignorância?. A de transbordarem em pureza e altruísmo? Que direito possui um homem sobre a vida de seu semelhante?

Cresce o sentimento de repulsa e medo pelo 
 ser humano.

JRUnder, 11 de outubro de 2023
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Novo tempo



Vi, no seu olhar, um novo tempo acontecer,
Pressenti chegar a hora, de um novo amanhecer...
E foi tamanha a luz a iluminar este momento,
Que pareceu-me um sonho, viver este sentimento...

Dias de alegria, noites de amor,
Tempos de verão, tempos de calor.
Quanta esperança, quanta ansiedade,
Um querer sincero, feito para a eternidade...
 
E vi que o seu olhar, já não mirava os olhos meus...
Pressenti chegada a hora de ouvir o seu adeus.
E foi tamanha a dor, a machucar meu coração,
Que entreguei-me à angústia e abracei a solidão...

Dias de sofrer, noites de esperar,
Tempos de inverno, tempos de chorar.
Quanta amargura dominando a ansiedade,
E a ilusão do amor,  transformando-se em saudade...
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Difícil esquecer.

Como é difícil esquecer...
Esquecer olhares, palavras, sorrisos, abraços, beijos apaixonados, momentos, sonhos...
Como é difícil esquecer o amor que escreveu sua história em nossos corações, em linhas douradas de pura felicidade.
Como entender os fatos que a vida criou e assimilar suas razões? Quantas vezes nos surpreendemos em olhares contemplando o horizonte, sem mensurar a distância que dele nos separava...
Hoje, deixamos de ver o ponto de chegada daquilo que imaginávamos ser o nosso futuro e o amanhã do nosso amor. O sol brilhava no céu mas não alcançamos sua luz e nos perdemos na escuridão, em noites de completa solidão...
E agora?
Como esquecer?
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Saudade



Dor que meu peito invade,
Nostalgia, ansiedade...
Tantas coisas se resumem
Em uma palavra: Saudade!

Saudade, dor por não ter
Não ver, não poder tocar.
É um aperto no peito,
Que não tem como explicar.

Saudade, intensa agonia,
Que inunda o coração.
É um querer ir embora,
Que não justifica a razão.

Saudade, quanta ansiedade
Por fazer acontecer...
Sentir, dentro do abraço,
Aquilo que não pode ter.

Saudade, tormento da ausência,
Que os sentimentos alcançam.
É morte, brincando de espera
É vida, buscando esperanças.

 

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Resigno

Não queria amar... Mas amo!

Não queria sofrer... Mas sofro!

Que ingenuidade a minha, ao imaginar-me senhor de meus sentimentos.

 E sinto esse amor puro, perfeito, moldado para a minha vida.

E assumo como vencido que sou, a submeter-me a seus caprichos.

Não queria aceitar... Mas aceito!

E transformo meus dias de sol em noites de inverno e sobre minha cabeça cai a garoa fria da sua indiferença.

Mesmo assim espalho pétalas a seus pés.

Não saberia como viver assim... Mas vivo.

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Meu tempo

Vejo o meu tempo, como fosse uma folha de papel,
onde as palavras romperam-se e encontram-se agora
amassadas e lançadas ao chão.
A cada ano vivido, as experiências e sabedorias acumuladas,
levaram-me ao desencanto que hoje carrego na alma.
Desacreditado de promessas, de sonhos vãos, de desilusões,
pergunto-me ao que serve viver.
A que veio a humanidade, se somos semelhantes na aparência,
porém absolutamente diferentes nos objetivos.
A que veio o amor, se em seu dorso trouxe o abandono, a solidão, a insídia
e até as recordações dos momentos felizes hoje fazem doer o coração.
O tempo nos faz pensar em como poderia ter sido, se tivéssemos agido de forma diferente,
se tivéssemos sido mais sábios, se tivéssemos tido a humildade em pedir perdão
como também a grandeza em perdoar.
Mas a vida deu-me o direito de fazer escolhas e com elas experimentar acertos e erros,
muitos que ainda não reconheço, embora possa tê-los cometido.
Eu, que via meu tempo olhando para a frente, hoje o vejo olhando para trás.
Pegadas que não posso apagar, caminhos que não posso retomar,
passos cuja direção, não tenho o poder de mudar.
Está feito e os desejos do amanhã, hoje são apenas folhas escritas e amassadas que conterão minha história.
E assim invejo cada manhã, que aceita ser de parte do tempo e escreverá o que está por vir
até que a luz vença novamente a escuridão e mostre a força do renascer.
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Ciúmes

Ah! Ciúmes,  ciúmes
Que não me deixa dormir
Fica a furar-me as entranhas,
Como um punhal, a ferir.
Esse medo de que o que tenho,
O tenha também outro alguém,
É o meu maior martírio,
E não o desejo a ninguém.
Acordo na noite, assustado,
Penso onde você possa estar...
Dúvidas me inundam a cabeça!
Preciso me controlar...
Se me falam ser ciumento,
Disfarço, mas não me entrego.
Juro que não o conheço,
Mas  junto a mim, o carrego.
Ah! Ciúmes, ciúmes
Que nego, renego e desdenho!
Não quero sentir, mas o sinto.
Não quero ter, mas o tenho!
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Desencontros



   Quero marcar um encontro com você.
   Que tal nos encontrarmos, no nosso passado?
   Naqueles mesmos lugares, em que tantas vezes nossos olhos se fizeram brilhar de alegria.
   Olha... Poderíamos caminhar de mãos dadas pelas ruas. Era tão bom... 
   Sentir de novo aquele aroma misto de felicidade e esperança...
   Quem sabe, voltarmos a sorrir de forma franca e aberta, como fazíamos naqueles dias. Lembra?
   Um sorvete de casquinha, uma pipoca doce, um cinema?
   Poderíamos procurar por aquela alegria de viver que sempre nos acompanhava e que foi se afastando, sem que percebêssemos.
   Que tal seguirmos pelas calçadas olhando vitrines e cantarolarmos aquelas músicas que marcaram nossos momentos?
   Por que deixamos que tudo isso caísse no esquecimento? Por que mudamos nossos costumes e nossa forma de ver a vida?

   Por que nos desencontramos?

 

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O primeiro sorrir


O que representa o primeiro sorriso de uma criança?

Se não existe o conhecimento sobre o bem e o mal, se não existe o conhecimento sobre a malícia, sobre os bens materiais, sobre o certo e o errado?

O primeiro sorriso de uma criança nada mais representa do que seu primeiro contato com aquilo que aprenderá a denominar como sendo:  Felicidade.

Uma criança sorri, por puro, ingênuo e espontâneo sentimento de felicidade.

E por que esse sorriso com o passar dos anos, vai ficando mais raro, mais difícil, mais distante de nós?

Porque aprendemos com a vida, que existe bem e mal, a inveja, o rancor, o menosprezo, a fome, a miséria, as necessidades materiais, o desconforto, as desilusões e tantas coisas mais...

Olhe para uma criança a dar seus primeiros sorrisos, e procure onde perdeu os seus...

A pureza do primeiro sorrir se perde, conforme perdemos a pureza de ser. Quando nos afastamos do espiritual para nos tornarmos materialmente, humanos.
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Bonança



Quando cessarem os temporais
E as nuvens negras se dissiparem
Poderemos ver novamente o azul do céu
E os raios de sol voltarão a aquecer nossos corpos

Talvez, as estradas que se dividiram,
Separando nossos caminhos na última encruzilhada,
Voltem a se unirem, mostrando uma única direção
E possamos seguir novamente, minhas mãos em suas mã

Da chuva que caiu impiedosa e inundou os campos,
Restou o chão molhado, permitindo que germinem novas flores
E o renascer é uma nova oportunidade
De aprender com os erros e assim, fortalecidos e experientes, recomeçarmos.
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Comentários (32)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Edelberto Barào
Edelberto Barào
2026-02-16

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.