Escritas

As Mortes Que a Vida Tem

yuri petrilli
Em vida, mais se morre que se vive.
Um rol de morte pautado em vivência
Que cresce no decurso da existência
À luz de um finado ser que revive.

Morre-se a criança, ainda que a cultive.
Bem como morre a breve adolescência.
Morre-se o jovem à intransigência
Do tempo que corre e morre em declive.

Deixa no passado a vela apagada,
Criança adulta de pulso inconstante...
– Em cada morte, uma nova jornada.

Não é a última a mais importante,
Qual tudo finda e reduz a pó, nada...
Bem mais vale a morte de cada instante.
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