Soneto do Seminarista
yuri petrilli
Em memória de Machado de Assis.
Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Avisto-a e rego-a em plena terra errante
E a candura de teu néctar distante
Irradia de luz minha alma obscura!
Oh! Esperança alva! Oh! Sonho de brandura!
Desabrocha em meu peito a cada instante
Vosso nobre propósito exultante
Qual só se alcança através da ternura!
E de sonhar-te a macieza em vida
Não temo, jamais, a vinda da mortalha!
Minha vontade de ti, comovida,
Aufere as sementes do céu e as espalha,
Aos que me hão de acenar despedida.
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!
Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Avisto-a e rego-a em plena terra errante
E a candura de teu néctar distante
Irradia de luz minha alma obscura!
Oh! Esperança alva! Oh! Sonho de brandura!
Desabrocha em meu peito a cada instante
Vosso nobre propósito exultante
Qual só se alcança através da ternura!
E de sonhar-te a macieza em vida
Não temo, jamais, a vinda da mortalha!
Minha vontade de ti, comovida,
Aufere as sementes do céu e as espalha,
Aos que me hão de acenar despedida.
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!
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