O Poema na Gaveta

O amor é um poema adormecido
Na mais profunda gaveta do mundo,
À espera de ser alvorecido
Por alguém que o resgate do profundo.

Quem abre a gaveta e o encontra escondido,
Bem redescobre a si mesmo, e ao mundo,
E paga o preço por ser enxerido:
Vive-o e sofre-o a cada segundo.

Alterna, em seus versos, a dor e o sonho
Escritos com esmero contumaz
Que fazem do amante escravo risonho.

Arranca-lhe, bem como lhe dá, a paz.
E inda assim, que arda o bálsamo, eu suponho:
Não vale viver sem lê-lo jamais.
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