Escritas

O Clipe

yuri petrilli
Não era mais que um miúdo
Quando, numa tarde qualquer,
Vi ao chão um objeto estranho
Aos meus olhos inocentes:
Um clipe de papel, reluzindo
Ao frágil facho de luz
Que descia ao quintal.
Tomei-o à mão...
Examinei-o...
Não o reconheci.
Curioso como eu era,
Levei-o a ti.

Lembro-me de teu riso
Ao tomá-lo à mão
E pô-lo ao bolso da blusa,
Afagando meus cabelos em seguida.

O resto daquela tarde perdeu-se.

Hoje, não há clipe que eu veja
Que não me remeta ao teu riso...

Saudosa avó de minha infância.
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