Mors Liberatrix
Estou deitada,
Imóvel sobre a cama,
O meu corpo frágil
Pesa sobre o colchão,
Os lençóis velhos
Irritam a minha pele,
Sinto tudo à minha volta
O frio do inverno
Inunda o quarto,
Sinto-o a arrefecer-me os pés
A percorrer as minhas pernas
A arrepiar-me a espinha
Até chegar à minha cabeça,
Congelando os meus pensamentos
A luz amarela do candeeiro
Cega os meus olhos,
Sinto-os pesados
As minhas pálpebras fecham-se lentamente
Entrelaçando as minhas pestanas
Que trancam o meu olhar para sempre
O meu coração
Bate cada vez mais lento,
Sinto-o no meu peito
Como um sino de igreja
Que desvanece depois de doze badaladas,
Silenciando a noite
Estou presa,
Presa nesta cama
Presa pela velhice
Que me paralisa o corpo
Mas sinto-me livre
Sinto-me a levitar
Deixo para trás o meu corpo
A prisão do meu espírito
E encontro a paz
Desbloqueada pela morte
Com o meu último suspiro
Imóvel sobre a cama,
O meu corpo frágil
Pesa sobre o colchão,
Os lençóis velhos
Irritam a minha pele,
Sinto tudo à minha volta
O frio do inverno
Inunda o quarto,
Sinto-o a arrefecer-me os pés
A percorrer as minhas pernas
A arrepiar-me a espinha
Até chegar à minha cabeça,
Congelando os meus pensamentos
A luz amarela do candeeiro
Cega os meus olhos,
Sinto-os pesados
As minhas pálpebras fecham-se lentamente
Entrelaçando as minhas pestanas
Que trancam o meu olhar para sempre
O meu coração
Bate cada vez mais lento,
Sinto-o no meu peito
Como um sino de igreja
Que desvanece depois de doze badaladas,
Silenciando a noite
Estou presa,
Presa nesta cama
Presa pela velhice
Que me paralisa o corpo
Mas sinto-me livre
Sinto-me a levitar
Deixo para trás o meu corpo
A prisão do meu espírito
E encontro a paz
Desbloqueada pela morte
Com o meu último suspiro
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