246 - AMOR NO SERTÃO
Fazemos jus à gente deste chão:
Labutas más abatem homem bom.
O pó produz depois o duro pão,
Dos rostos faz mais um torrão marrom.
E os peitos nus espinhos exporão:
Na dor voraz perdão é nosso dom.
De couros crus os nossos corpos são:
Suor que traz do sangue o triste som.
Dos carcarás queremos ar, porém,
Mandacarus seremos no verão
Em toda a paz que a terra seca tem.
Eu só me expus ao sol do teu sertão.
E nós, lilás, nas noites vãs que vem,
Contemos luz das tardes que se vão.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em: 17/02/2020, para a minha esposa Ingrid da Rosa Rodrigues Oliveira)
Labutas más abatem homem bom.
O pó produz depois o duro pão,
Dos rostos faz mais um torrão marrom.
E os peitos nus espinhos exporão:
Na dor voraz perdão é nosso dom.
De couros crus os nossos corpos são:
Suor que traz do sangue o triste som.
Dos carcarás queremos ar, porém,
Mandacarus seremos no verão
Em toda a paz que a terra seca tem.
Eu só me expus ao sol do teu sertão.
E nós, lilás, nas noites vãs que vem,
Contemos luz das tardes que se vão.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em: 17/02/2020, para a minha esposa Ingrid da Rosa Rodrigues Oliveira)
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