Asas de Cera
ElsioPoeta
Qual será o sentido oculto neste labirinto?
Para onde irá o homem,
Aprisionado em seu próprio instinto?
Aonde achará a saída desta prisão,
Com o pensamento ofuscado
Pelo sentimento e pela emoção?
“Asas de cera não vão, no céu, te sustentar,
Há um mar imenso e ciumento a te mirar...”
Seriam essas asas um meio perfeito de elevação?
Que “Dédalo” hediondo arquitetou para ti esta prisão?
Dando-te asas de cera para fugir de meandros vis,
Calabouços frios, enigmáticos e sutis?
Perdeste em afetividades a tua mera lucidez,
Elevando teus propósitos à pura insensatez,
Em tua insanidade, quiseste o céu do mundo,
E o inferno foi se abrindo mais profundo...
“Asas de cera não vão, no céu, te sustentar,
Há um imenso deserto a te atrair, a te chamar...”
Teu intelecto é o “Dédalo” construtor desta prisão,
Deu-te para dela fugir, as inúteis asas da ilusão
Que a alma humana, eternamente, vivem a elevar,
A amplidões impossíveis de se alcançar...
“Asas de cera não vão, no céu, te sustentar,
Há um imenso pântano, hediondo e tenso,
Silenciosamente negro... a te atrair.. a te aguardar...”
Psique Divã das Dores
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