À Vida Doce-Amarga

Anda quem pode, corre quem deve
Passam-me os dias, oh doce morte peço que não me leve
Não agora, embora não tenha medo
Receio algum, cara amiga, me consome 
Mesmo assim eu peço, não me leve cedo 
Muito tenho aqui a fazer, de ninguém matei a fome

Oportunidade áurea quis eu aproveitar 
Vim à Terra aprender, sofrer, sorrir e acima de tudo pagar
Aceito, recebo eu a morte de bom grado, mas peço mais tempo
Pois nenhum irmão ainda eu tirei do relento
Que eu não a veja, morte amiga de antetempo
Oh vida doce-amarga de sofrimento e decepção, e meu maior alento 

 É a vida, é a vida, oh terrível-doce vida
Não é perfeita mas dela não abro mão 
55 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.