Outono
Filipe Malaia
Brisa de setembro, perfeito sabor
Desse mar de cor vestido de vento
Que deriva morno e desagua em flor
No jardim secreto do meu pensamento
Onde a paz por entre pétalas vagueia
E as fadas existem num qualquer sorriso
Onde ávido vivo dos sonhos que improviso
Como vaga-lume que a si próprio se encandeia
Ou incauta aranha que na própria teia
Tece de amor enleios com que se devora
Como o velho lobo que na lua cheia
Ferido na revolta com que se incendeia
Uiva à alcateia que o mandou embora!
Desse mar de cor vestido de vento
Que deriva morno e desagua em flor
No jardim secreto do meu pensamento
Onde a paz por entre pétalas vagueia
E as fadas existem num qualquer sorriso
Onde ávido vivo dos sonhos que improviso
Como vaga-lume que a si próprio se encandeia
Ou incauta aranha que na própria teia
Tece de amor enleios com que se devora
Como o velho lobo que na lua cheia
Ferido na revolta com que se incendeia
Uiva à alcateia que o mandou embora!
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