Exílio

Por muitas vezes, a morte é silenciosa,
Não vem descrita em verso ou prosa,
Começa sutil, espalha vertiginosa,
E o motivo à ninguém endossa.

Taciturno, me fecho, me privo.
Não deixo escapar nenhum detrito
Daquilo que dizem que é estar vivo,
Mas condenam-me com olhar intensivo.

Tacham-me de anomral, maluco, doido,
Quaisquer xingamentos à mim é pouco!
Mas vem cá, quem está verdadeiramente louco:
Eu, ou você quem me deixa afoito?

A sociedade adotou uma religião,
Sendo essa a seletiva exclusão,
Liturgia pregada contra o irmão,
Que vive em seu mundo, sem ser o vilão.
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