ROSA DOS VENTOS [MANOEL SERRÃO]
manoelserrao1234
N’Ele d’ante e d’onde ‘stás, ó dai-vos glória!Em verso e prosa o verbo Ser que t’implora.
É o amor consagrado que te fias a graça,
Quão pr'a ser fiel amor eterno que não se basta!
Qu’iria comungar-te a hóstia da vossa cônscia eterna e não um raio como hospede?
E se vós não te vês como teus avós, afogado no abismo da propria memória. D’us do teu Eu te deu o livre arbítrio e a voz, o D’us teu nesses mares do Eu despertai, e não te dês aos céus apenbas a glória do albatroz?
Ó e se a sorte não soprar-lhe as vê-las do teu reino até voar?
O que muda da rosa dos ventos, se não for viver no teu amor agora?
Ó vês que a morte o acaba! O acaba irremediável destino, a deriva ninguém cresce amando sozinho.
Um Ser é parte de um só Todo.
Ó nau sem leme, acaso vós sabeis a rota de volta o caminho,
se não evoluíres à uma outra dimensão de destino?
Ó abra os olhos, abra as velas,
desperte-se para os leres da vida.
Ame o todo que é tudo e o todo agora.
Mas ame-o agora! Não vês que é tempo de por à parte o modo desejado?
Se já és, não precisais ser.
Resplandeçais a vossa luz do Eu, o agora? O Agora É!
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