HORAS MORTAS...

—Parem, por favor, os relógios!
Quero o tempo inerte em meus sonhos,
quero o sol de verão em meu inverno,
quero o inferno, dos teus abraços...
— Parem as horas pálidas de frio!
Quero o calor da vida a correr nas veias,
quero paralisar a noite na lua cheia,
ouvir as águas mansas percorrendo rios...
— Parem, por favor, os relógios!
Quero dormir no inverno sombrio,
agasalhar-me em teu corpo macio,
adormecer na inércia do tempo...

Marco A. Alvarenga
 
                                                         
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