Cântico do Infortúnio
Viver é a angústia de quem espera
A esperança de quem prospera
Infortúnio de quem nunca obtempera
Um cântico perene, além da esperada véspera...
Se por acaso, por um lapso temporal
A vida que pulsa, com sol ou temporal
As lágrimas de alegria ou tristeza
Corroboram para a certa incerteza,
Se anda, cabisbaixo, sem sapatos
Se corre, confiante, nêveda-dos-gatos
Algum dia, por certeza, o fio arrebentou
Colecionou tristezas, certezas e artefatos?
Chorar-te-ás nos cantos, tantos comodatos?
Do apocalipse, próprio? Almejando o ósculo?
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/vida.html
A esperança de quem prospera
Infortúnio de quem nunca obtempera
Um cântico perene, além da esperada véspera...
Se por acaso, por um lapso temporal
A vida que pulsa, com sol ou temporal
As lágrimas de alegria ou tristeza
Corroboram para a certa incerteza,
Se anda, cabisbaixo, sem sapatos
Se corre, confiante, nêveda-dos-gatos
Algum dia, por certeza, o fio arrebentou
Colecionou tristezas, certezas e artefatos?
Chorar-te-ás nos cantos, tantos comodatos?
Do apocalipse, próprio? Almejando o ósculo?
(ARCHANGELO, A. Ápeiron, Ed. Buriti, 2019)
https://www.poesiasnonsense.com/2016/08/vida.html
Português
English
Español