O SINTHOMA COLETIVO DO SUJEITO [Manoel Serrão]
manoelserrao1234
Prometa-se! Prometa-se! Dê-se em recompensas! Dê-se em recompensas antes mesmo que os pequenos caminhos, as veredas e as estreitas sendas se tornem grandes distâncias sem destinos.Cheia de conclusões e novos começos, o que quer que tenha estado no seu tempo e na sua energia, o que agora acabou está findo. Doe-se a lembrança de honrar no desafio o Sinthoma [Lacan] do Sujeito e todos os demais perigos das escolhas que os rondam. Tu és a vida, a força, a alegria nada pode abatê-lo [a]. Que algum novo possa ter começo.
Só se pode pensar que sim! Se si pode dizer um não! Que não digas. Que não fales. Que não respondas. Não dizer as coisas até o fim? Não se trata de uma resposta para uma pergunta, mas de algo maior do que a resposta. Sabeis, ó sabeis então honrá-los? “Resta-nos entre “razões” opostas, “extremos” e radicais”, o totalitarismo e o combate [a reação] – a realidade e sua outra cena - o mar de dentro, o mar de fora, há de suster-se no tempo presente – o sim e o não – o destro e o esquerdo – entre - sempre demasiado abismos até o cume alto do onthos, a cadeia montanhosa dos vossos purificados. Exortados a não recuar ante os contrários, subais com redobrada atenção, mas também com veemente leniência e aspiração o pico da existência e de lá contemplais a finitude da “eternidade” de um por do sol.
Sim! Vá e – voilá - sem fille-au-pair creia quando por lá chegardes que a vossa compaixão sejais a arte de abater o frio invasor dos corações de neve, e assim, após, o toque fraterno e solidário na tropa de todas as tribos, tangeis infatigável o vosso rebanho rumo ao melhor dos homens.
Quente e úmida, inóspita, tesouro de grande riqueza é o poder da floresta amazônica com sua biodiversidade, o seu látex, o ciclo das águas e dos igarapés, ao penetrares as suas entranhas, beijais a fauna, abraçais a flora, e sob a regente baqueta da eco-band compúnheis uma ode, uma tocata si fonia que fale de amor e de preservação pela mata da vida. No útero, aprofundais vossa conexão com a natureza, com as estrelas, somos, todos, filhos da Terra.
Conquanto ao correrdes vossos olhos para o Oriente segue a Vésper, o bando e a constelação da estrela d'alva.
Ó lançais outro olhar sobre o mundo. Em nada reconheceis como verdadeiro. Não esqueceis da caravana ao atravessardes na solidão do homem em converso segue em fila passo a passo e como tal tudo anda e tudo passa, e que junto a si haverá sempre alguém que te acompanhará em demasia. Seja ao menos cigano, nômade, pária!
O seu - eu sou lida e labor que passo a passo
só o perseverante com a astúcia dos bons propósitos e o bom senso da verdade relativa, vence-a com sangue, suor e a cáfila na vastidão do vosso deserto existencial.
Ao visitares os campos das paixões e amores silvestres fazes do Eu - Teu e de Mim o aroma e do buquê ramalhete do perfume a tua morada, assim como fazes da fartura do cardume, o mel do enxame, da penca, do chacho o néctar que alimenta o beija-flor da t'alma.
No planisfério do atlas ao abri-lo só o faças com o espírito e a xacra iluminados, portanto quando falares da paz o faça numa só língua do abecedário. Jamais percamos a conexão com aqueles que amamos.
Finalmente fotografe tudo e grave, registre como um filme na mente para que jamais esqueçam no álbum da vida as lembranças amareladas do tempo pretérito, do tempo presente e do por vir do tempo perfeito que insiste em fazê-lo partir.
Correndo o mundo, cruzando mares, faz de vós um Crusoé, jamais desista, porque não há uma marine e existem batalhões e batalhas, mas também há perto de mim, de ti e de nós a presença divina do Deus Pai onipresente, onisciente e onipotente que vale por todo o exército e todas as batalhas. Não há inimigo tampouco mau que os vença.
Já viste teu o D'US pai nosso que está no Universo em forma una - plena coletiva e substantivada em poesias. Afinal, que mundo queremos?
Manoel Serrão da Silveira Lacerda – Advogado – Professor de Direito – Poeta e Escritor.
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