Escritas

Também quero cantar a mulher que amo

Remisson Aniceto
Também posso e quero cantar a mulher que amo, a mulher que quero, a mulher que sempre quis, mulher que sei um dia foi minha, a mulher de quem fui, a mais bela entre todas as mulheres. Posso e quero cantá-la como canto a terra, a água, as nuvens e o ar, assim como canto todas as pequeninas partículas de que é composta a natureza, as minúcias de que são feitas todas as coisas. Há para os outros, na mulher que amo, um mistério que só a mim foi concedido desvendar, pois ela, sabedora do meu amor e da minha paixão, com a sua generosidade me permitiu descortinar o finíssimo véu da sua natureza e me encantar com a incomparável beleza do seu sorriso, a apaixonante carícia das suas mãos, o enlouquecedor perfume da sua pele, a doce suavidade da sua voz, o inebriante sabor da sua boca. Esta mulher, na sua infinita bondade, me ofertou tudo isto e por tudo isto sou feliz. Eis as razões mais do que justas pelas quais senti e continuarei sentindo tanto prazer de cantar a cada segundo da minha vida a mulher que amo, a mulher que confessou estar me esperando, a quem eu confessei que sempre estive e continuo a esperar, a mulher que sabe que estou indo, a mulher que está vindo ao meu encontro. 
Para nos encontrarmos no meio da estrada, estrada que sem ela tornou-se deserta. Pra nos encontrarmos e em algum recanto só nosso reconstruir a nossa vida. Eis as razões mais do que suficientes para que eu continue a cantar a mulher que amo, até que chegue finalmente o momento do nosso reencontro e o dia amanheça, e a manhã sorria, e os pássaros cantem, e o sol estenda seus raios sobre nós.
E a vida mais uma vez nos receba em sua morada 
e nos faça eternamente felizes.
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