Medo da Chuva

Nos céus, se agregam gotas
Em sílabas

No ar eletrizantes e luminescentes
Palavras

Trovões rugem em fúria
Nas mentes das gentes
Coisas que apenas permitem pensadas

Em dádiva arco-iris de diferentes cores
Desenhando mensagens
De vários sabores

No chão Homens e Mulheres diferentes
Umas abrindo os braços à chuva
Dando vivas à vida que alimenta
Outras fugindo, resguardando-se
Da dádiva maldizentes

Perante o medo das gotas, dos relâmpagos
Do arco-iris
Protegem-se e reclamam inconvenientes
Enquanto outros se banham
Sentem e deixam molhar
Sem se incomodar

Vivem o momento que fica
Certos de que em tempo certo
A água irá secar
Mas já com algo dentro de si

A germinar…
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