A escrita
A escrita é a morte interminável, a vida sugando o oxigênio, a atmosfera submersa, o lugar onde o corpo dança, jazz, os pés longe do chão
O gozo antecipando o sexo, os ingênuos mitos das línguas mortas,
A ponta tão perto da entrada, e o perfume das flores exalando a solidão que me chama
Estou diante da porta entre as cortinas dos dias e a fábula da pele
As mãos ocupadas tendo a ferver na gramatica de dentro
A escrita é o único corpo, medíocre é o amor que pensa tudo saber
O sangue adulto pulsa na gramática. Escrevo explicitamente e o sensualidade lê bem dentro dos olhos, de baixo para cima de fora para dentro
No meio da frase escrevo, o olho virado pró sol e os astros gemem tentando o usufruir da carne quente e dos contornos das intermináveis das linhas do amor
Charles Burck
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