VEJO-TE
Esculpida nessas tuas carnes rijas e tesas
Paraliticas demais para soltar
Quaisquer movimentos dotados de expontâniedade
Está cravada a forma da mais profunda cicatriz
De rigidez e introversão
Caminhas de cabeça em tombo
Ancorando os olhos ao chão
Os teus braços presos e extendidos
De tanta opressão já doridos
Teus punhos pesados, cerrados
Sem movimentos de oscilação
Apontam-se mudos ao chão,
Teus ombros teimosos se dobram
Seguindo a mesma direcção
Dirigem-se à terra que te cuspiu de um útero
Que teve de te cuspir
Por ti estarias ainda para ser
Afinal tanto te escondes que não és
Nunca foste
Criatura que se permite crescer
Planta que rasga a terra só para ver o que há mais além
Nunca foste
Tens medo de tudo
Pensas que tens medo dos outros. Não tens.
Tens medo de ti. De sair da tua concha. De ir por aí.
Sem uma rota traçada, préviamente estudada.
De preferência por outrém
Para que não te possas perder
Não confias na tua própria visão
Para caminhar e viver
Por mais clara e cristalina que essa visão possa ser
Sentes que o mundo é solidão
Por que não te permites ver
Manténs os olhos no chão
Até quando o vais fazer?
Se sozinho não consegues
Procura ajuda em quem te ame
Não tem de ser amor romântico
Só precisa de ser sincero.
As formas de amar são mais númerosas que as aventuras de Omero
Sim, deixa vir junto de ti a quem
Te deixe seguro e ao mesmo tempo te abane
Quem te toque o corpo e dê conforto
Quem te tire do centro e te escute por dentro
Procura quem te ame e deixa-te ir um pouco
Solta teu punho e dá uma mão
Permite que alguém espreite dentro de ti
E que como um espelho possa reflectir
Todas as coisas que em ti escondes
E que precisam de sair
E depois com jeitinho e dedicação
Te ajude no caminho sem ordenar direcção
Paraliticas demais para soltar
Quaisquer movimentos dotados de expontâniedade
Está cravada a forma da mais profunda cicatriz
De rigidez e introversão
Caminhas de cabeça em tombo
Ancorando os olhos ao chão
Os teus braços presos e extendidos
De tanta opressão já doridos
Teus punhos pesados, cerrados
Sem movimentos de oscilação
Apontam-se mudos ao chão,
Teus ombros teimosos se dobram
Seguindo a mesma direcção
Dirigem-se à terra que te cuspiu de um útero
Que teve de te cuspir
Por ti estarias ainda para ser
Afinal tanto te escondes que não és
Nunca foste
Criatura que se permite crescer
Planta que rasga a terra só para ver o que há mais além
Nunca foste
Tens medo de tudo
Pensas que tens medo dos outros. Não tens.
Tens medo de ti. De sair da tua concha. De ir por aí.
Sem uma rota traçada, préviamente estudada.
De preferência por outrém
Para que não te possas perder
Não confias na tua própria visão
Para caminhar e viver
Por mais clara e cristalina que essa visão possa ser
Sentes que o mundo é solidão
Por que não te permites ver
Manténs os olhos no chão
Até quando o vais fazer?
Se sozinho não consegues
Procura ajuda em quem te ame
Não tem de ser amor romântico
Só precisa de ser sincero.
As formas de amar são mais númerosas que as aventuras de Omero
Sim, deixa vir junto de ti a quem
Te deixe seguro e ao mesmo tempo te abane
Quem te toque o corpo e dê conforto
Quem te tire do centro e te escute por dentro
Procura quem te ame e deixa-te ir um pouco
Solta teu punho e dá uma mão
Permite que alguém espreite dentro de ti
E que como um espelho possa reflectir
Todas as coisas que em ti escondes
E que precisam de sair
E depois com jeitinho e dedicação
Te ajude no caminho sem ordenar direcção
Português
English
Español