Poesia Virulenta

Certo homem bem pragmático
E amante do racional
Homem directo e objectivo
Por certezas passional
Certo dia o certo homem
Tropeçou numa palavra
Virou a esquina e não a viu
POESIA
Sim, lá estava
A bandida no escuro se escondia
E o homem das coisas certo
Por acaso nesse dia
Seguia descalço de pé descoberto
E espetou no pé a poesia
Então um grito conteve no peito
Porque o não queria soltar
Isso não era coisa das coisas dele
E no peito a dor quis guardar
Mas aquilo parecia querer-se espalhar
E assim com o passar o tempo
Uma febre teimou em avançar
Soltava frases que ninguém entendia
Mas cujo sentido em seu peito ele sentia
Que raio era afinal aquilo
Isso ele não sabia
Mas a verdade era só uma
É que era viral aquela tal de poesia...

Sofia Rocha Silva
Dedicado ao meu amado ;)

 

285 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.