242 - MEU ALBERGUE

Que o teu encanto enfim me seja albergue
Quando o projetas num espelho e juro
Que, se o meu olho está vermelho e duro
Por não piscar é para que te enxergue:

Se a pálpebra de novo se reergue,
Quando no mar de trevas te procuro
E, então, te encontro, amor, atrás do muro,
É para que a saudade não me envergue.

Pra ler o teu sorriso que não finda
E ter do paraíso um antegosto
Eu dou-te tudo o que tiver ainda,

Exceto os meros olhos neste rosto
Porque sem eles não te vejo linda
Quando à tua figura eu for exposto.

(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito para a minha esposa INGRID ROSA em 22/03/2019)
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