NÃO QUERO AMAR-TE

Não quero amar-te, tu já bem percebes
O quanto eu blindo e guardo a meu peito
Fortaleza de assombros a dor entregue
Ruínas e vis restos de amores desfeitos

Não quero amar-te, mas não é por covardia
Sou volúvel como a brisa aos teus encantos
Mas é que o amar que me seduz, por ironia
Foge de mim e faz-me réu dos desencantos

Melhor vazio de ilusão estar ao teu lado
De seu carinho a cada dia, ser mendigo
Do que eu ver meu coração apaixonado
Cair no hades ao teu fugir do paraíso

Não quero eu te amar, pra quando fores
E ignorares tudo o que eu sinto por você
E não ver se transformar todas as flores
Somente em ódio e ignomínia do viver
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