O DIA DO DESDÉM

Teu filho querido já vira-lhe as costas
Tua amada abana asas de desdém
Tua voz ecoa mas ninguém se importa
Da solidão tua alma se tornou refém

Adianta velar a quem te menospreza?
E gorjear soturno lamentando a dor?
Quanto mais insistes mais ela se enfeza
E transforma em nojo tua canção de amor

O galanteio é surdo ao coração fechado
E a cortesia soa como uma provocação
Nada mais te resta, oh ser desdenhado
Vá entoar teu canto em outra estação
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