Acalma o meu coração

Acalma o meu coração,
Às portas da cidade há aves comendo as manhãs
Quem repousa à sombra da minha face? Quem é você que eu não vejo?
Peço e pergunto e você não me responde, apenas sorri
O quanto me atrevo a esperar que os seus olhos se ergam para mim
Não compreendo a natureza dos homens, mas a dos seus olhos, sim
A sutileza de sorrirem enquanto repouso,
Porém, sempre me incendeias, e eu esqueço o arbusto impregnado de sossego diurno, e colho ao anoitecer os frutos seus
À noite, à paisagem no ventre, a entrega pungente, o meu coração de sal e brandura
Não me obedece jamais
Ensinar a aprender sobre o corpo das mulheres, sobre os incensos que rompem os meus músculos
E ainda me diga por que eu sonho acordado, sobre os telhados das ruas,
Já a minha alma me perdoa, o meu coração entoa um cântico de sagrado silêncio, mas os meus instintos, não
Eles cantam alto, e não me deixam dormir, nem eu nem a cidade toda
                                         

Charles Burck
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