236 - ALI NO MUNDO

É uma noite e nada mais no mundo
De camas brutas com a pele branda.
Após o coito o crápula demanda
Um outro corpo cálido, fecundo.

Ali ninguém é de ninguém segundo
Dita a vil e enganosa propaganda.
Por fim, enquanto a fila apenas anda,
Prazer é breve, amor é moribundo.

Ali jamais serão mulher ou homem,
Não valem nem por óvulos e sêmen
E não concebem tudo o que consomem.

São todos genitálias já que temem
Ser mais que meras carnes que se comem
E bocas que não beijam mas que gemem.

(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em: 29/01/2019)
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