ENEM: O mártir da juventude

O mártir juvenil, da terra roxa e anil
Necessidade de ser um alguém
Fulguras e vergonha à Mãe Gentil
Ó, brilho cruel do trilho, do trem

que sai pro ENEM

Guardei meus belos versos a mil
Embaixo da mesa azul vintém
Engavetei-me de conceito vil
tudo isso pra ir bem, hein?

Bhaskara, Logaritmos, trigonometria
pra que tudo isso?
se o que quero é filosofia?
pra que ser submisso?
maquinizo-me, logo existo?

Ceguei meu horizonte, descolori o amanhecer
saquei minha caneta preta transparente
tudo isso pra me promover! 
exame bestial, amargamente sulamericanamente

tudo isso pra quê?
pra ser o que eles querem vê!
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