225 - DENTE NA ENGRENAGEM
Sou um pequeno dente na engrenagem
Das relações humanas; sou a rosca
Que com palavra espanas, Língua tosca!
Danificou-me a mente o som selvagem.
É mecanicamente que reagem
As emoções que danas; é na mosca
Que acertas peças planas, Vista fosca,
Do mecanismo quente da linguagem.
E tudo o que for dito me atarraxa:
Motor sou de explosão aonde for.
Produz faísca o grito que me racha.
Com paz o que se diz me vai compor:
Para evitar o atrito não há graxa
Se a máquina motriz não for o amor.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Soneto escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 01/01/2019.)
Das relações humanas; sou a rosca
Que com palavra espanas, Língua tosca!
Danificou-me a mente o som selvagem.
É mecanicamente que reagem
As emoções que danas; é na mosca
Que acertas peças planas, Vista fosca,
Do mecanismo quente da linguagem.
E tudo o que for dito me atarraxa:
Motor sou de explosão aonde for.
Produz faísca o grito que me racha.
Com paz o que se diz me vai compor:
Para evitar o atrito não há graxa
Se a máquina motriz não for o amor.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Soneto escrito para a minha esposa INGRID ROSA em: 01/01/2019.)
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