Deus sabe de tudo

O peito inchado de felicidade,
Deus mora em que parte de mim?
Alguém chamou o meu nome
Cresce a erva entra memória e pântano
Uma alegria dissimulada no canto da boca da rosa
O sol queima as velas brancas do barco de momento longínquo
e eu navego nele, não soube descer do passadiço
Metade de mim segue na linha do tempo
A outra metade navega num país tão distante
Estive caiando a parede, afugentando as moscas, apagando devaneios estranhos
Dou comida de gente ao rouxinol
O peito incha de azul saudade, ainda pretendo vê-la outra vez
Sobre o mar onde o  sol desenha a ouro e uma gaivota escreve nas nuvens dos sonhos
“Deus sabe de tudo”

Charles Burck
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