Mariposas
Havia uma mariposa cega perdida entre girassóis, morreu queimada de girar tanto,
Mas as pombas em torno da lâmpada tiveram mais sorte, o sol não estava forte o tanto de derreter as asas brancas,
A dona cafetina não se relaciona mais, só deita na cama e cheira os lençóis,
Ela está pálida de fome, faz tempos que não come, só aproveita o gozo sobrados dos outros
Ah! O meu coração interpelado, não chora, só geme
Vem-me à boca a procura dos teus beijos
Não irei afoga-la no que te dá prazer, mas mato tua sede molhando-te homeopaticamente os lábios
Roça só um pouco os teus mamilos nos meus, é ordinário o mundo que não passa por ti
Ah! Já me sinto perdido em tua boca numa canção que o acaso trouxe, teus bicos são rosas de boas noticias
Não há primaveras que se saiba, mas só as que brotam dos teus seios florados
Saber onde tocar todos sabem, mas a delicadeza da rosa pede mais..
Pois ela sabe, que gozar é morrer de prazer... e renascer logo depois
Charles Burck
Mas as pombas em torno da lâmpada tiveram mais sorte, o sol não estava forte o tanto de derreter as asas brancas,
A dona cafetina não se relaciona mais, só deita na cama e cheira os lençóis,
Ela está pálida de fome, faz tempos que não come, só aproveita o gozo sobrados dos outros
Ah! O meu coração interpelado, não chora, só geme
Vem-me à boca a procura dos teus beijos
Não irei afoga-la no que te dá prazer, mas mato tua sede molhando-te homeopaticamente os lábios
Roça só um pouco os teus mamilos nos meus, é ordinário o mundo que não passa por ti
Ah! Já me sinto perdido em tua boca numa canção que o acaso trouxe, teus bicos são rosas de boas noticias
Não há primaveras que se saiba, mas só as que brotam dos teus seios florados
Saber onde tocar todos sabem, mas a delicadeza da rosa pede mais..
Pois ela sabe, que gozar é morrer de prazer... e renascer logo depois
Charles Burck
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