Escritas

SOLUÇOS DA TARDE

Samuel da Mata
Chora o rio maranhão
O seu maior aventureiro
Partiu agora o Sostão
Tal qual um vento ligeiro

Não mais seus risos festivos
Seus acampamentos insanos
Suas noites veladas ao frio
Junto a cascatas jorrando

Não mais os saltos das pedras
Suas escaladas malucas
Nem as conquistas de serras
Com suas cavernas ocultas

Não mais seus cantos a noite
Nem seu clarim na alvorada
Não mais picadas a foice
Nem represas improvisadas

Não mais contos da caserna
Nem suas piadas e anedotas
Não mais o cavar das cisternas
Nem o tirar cobras das tocas

Não mais vigílias nos montes
Nem viagens missionárias
Não mais nascentes e fontes
Findou-se aqui sua jornada

Deixa-nos a terna lembrança
De seus abraços e carinho
Sempre firme na esperança
Fez lá na glória o seu ninho
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