Escritas

Heranças

Marcio Santos
Tenho sempre à mão
Um punhado de sonhos
E outro de desejos
Um terço herdado
E um bendito punhal destinado
A defender meus poucos bens

Tenho sempre a mão
Alguns calos formados pela labuta
A memória e o calor
Do corpo de alguma puta
As tristezas e os medos
Escapando pelas frestas dos dedos

Tenho sempre a mão
Um pedaço do que fui um dia
E muito do que somos... para sempre
 
 
 
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