Futilidade

Já pensaste um bocado,
No quanto é inerente,
De nós ser cassado
O desejo iminente.

Neste mundo, tão imundo,
Liberdade não há!
Abdicam nossa essência,
Nossa vontade de sonhar.

De pessoas a canções,
Esta terra esvazia-se.
Basta dois ou três tostões,
E júbilo então cria-se.

A falácia se apresenta,
E nos gera certa intriga:
"O dinheiro nos sustenta
Amor não enche barriga!."

Me considero um estorvo,
Como um pássaro em tua gaiola:
Onde um clamo de socorro
És belo àqueles em volta.

Por entre linhas frágeis,
Tento vos libertar.
E mostrar que o Homo Sapiens,
Olvidou-se de como amar.
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