Escritas

Loucura que esqueci

Maria alves
Loucura que esqueci
Em ti este cálice de prata já foi saudade
Em cada trago de ti vivia na lembrança
Nas memórias que de mim te iluminaram
Tornando-te o altar para o qual me curvei
Num passado, mas nunca neste presente.
Enlouqueci nas tuas carícias de fantasia
Loucura tão presente que me definhou
Procurei-te nas sombras mas elas debandaram
Procurei-te nas ondas mas elas recolheram
Procurei-te nas estrelas mas elas não brilharam
Perdi-te algures em sonhos, agora distantes.
Podia ir ao teu reencontro e dar-me ao mar
Do meu corpo faria vaga sem destino
Tornar-me-ia, talvez, um canto da solidão
Mas esse fado já por mim passou e não ficou
Ergo-te este cálice de prata repleto de saudade
Serás lembrança, memória incendiada
Serás cantiga de um passado que adormeço.
Serei eu agora no travo do cálice de prata
Brindarei as flores que agora florescem
Reviverei neste corpo sedento de um beijo
Não serei estrela da noite mas o seu luar
Jamais serei vaga, mas sim mar por inteiro.

de Maria dos Santos Alves, publicado em Abril de 2013, in
https://www.iba.com.br/livro-digital-ebook/Poesia-ao-Luar-I---Em-DesConcertos-da-alma-4119df960a8b788b49b7bd1dc579d023
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