A priori

Arte só se for para mim,
para na arte ser findado.
E uns poemas fracassados também
me disseram que, no fim, foram para lá

Lá atrás daquele morro
nunca bate Sol, todo dia, toda noite
faz sombra naquele lado do morro.
O Sol não chega lá onde eu moro.

Viver para a arte não traz a significância:
Quando volto para casa, atrás daquele morro,
a cachorrada passa latindo para mim
como se eu fosse outro alguém.

Cachorros demais, são muitos cachorros-
que não vale o lixo que comem!
Aquela cachorra não diz uma palavra;
Não consigo chegar em casa-
o Sol não ilumina meu caminho.

Que arte egoísta:
Nem para mim, nem para ninguém,
quem quiser, que faça por onde
e cale a boca da cachorrada,
porque eu cansei de usar palavras!
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