Deslocamento onírico

Carl R.S
Carl R.S
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De alma nua, largo a tudo

o que me prende as amarras do nomeável.

Em mim, sonhos leves, dependurados

no solar da existência acenam ao lírico ser.

 
No varal, luminosas vestes

Estendem meus tortos anjos

o pensamento em todo meu interior.

Esse cântaro a encher de oníricas imagens.

 
Santuário meu, e imaginário que me fala a alma.

Meu trampolim para o imponderável. Alegoria de mim

Corda que se rompe ao equilibrista o elo com a realidade.

Queda livre para fora da existência.

 
São veleiros lançados a alma.

Sopros num barquinho de pensamentos,

que movem-se ligeiros para além do cais,

e vão além da linha aparente do horizonte.

 
Lá onde descanso, longe do mecanismo vil

Lá, onde Fazem-se líquidas as fronteiras.

O avanço a dobra do universo, minha alucinação

meu silêncio, meus sonhos, meus anjos, meus demônios

 
Minha paz!
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