Nas chuvas de abril

Em verdade agora direi 
Em versos maldosos
Contarei meus remorsos
De dias além

O passado? Enganei
Para trás, foste embora
Embora eu diga que outrora
Sinto saudades também

Pergunto para que sonhar
Se tudo que estou a ver
Em minha alma há de esvaecer
Findado em triste devaneio

Respondo que tudo vai acabar:
Nas chuvas tristes de abril;
Em teu peito quieto e febril;
Nos alvos campos de centeio

Ledo engano meu
Ora, que futuro espero?
Um curto e cheio de esmero
Eis,vida, meu clamor!

Dirão que sozinho morreu!
Encontrarão contigo penúrias:
As tristezas, amores, fúrias
E intrinsecamente a dor!
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