Ofélia II

                II

Ai de mim, que tento, incansável,
Tomado por uma loucura imensurável,
Cercado de pecado e insalubridez,
Expressar tristeza, ou raiva talvez...

Quem me dera ouvir o canto divino
E escapar desse vil e trágico destino,
Pois durmo sem pensar em acordar!
Pois amo e esqueço de amar!

Se deixo, então, a sombra do esquecimento
A ti entrego o mais terrível lamento
E não será mais capaz de amar!

Quem sabe um dia irei voltar...
Verei, pois, a face da minha miséria:
Minha pequena e amada e bela Ofélia!
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