óleos derramados
sinkommon
Nestas mãos enfezadas de unhas pintadas
o cheiro a óleo enlouquece e adormece.
Oleiro enlameado sem talento, levadas
para o chão os perfumes, a voz emudece
e o silêncio sagrado sangra em sossego.
Ensopados os tecidos e os pedaços,
o perfume penetrante e pungente.
Gente que não quer mais abraços
braços que não querem mais gente.
A mente louca, alterada e inalados
os fumos perfumados dos óleos.
Sem sentimento nem desejo, derramados
amados antes e agora arrumados
para o chão, ensopados e vítreos.
15/07/2018
o cheiro a óleo enlouquece e adormece.
Oleiro enlameado sem talento, levadas
para o chão os perfumes, a voz emudece
e o silêncio sagrado sangra em sossego.
Ensopados os tecidos e os pedaços,
o perfume penetrante e pungente.
Gente que não quer mais abraços
braços que não querem mais gente.
A mente louca, alterada e inalados
os fumos perfumados dos óleos.
Sem sentimento nem desejo, derramados
amados antes e agora arrumados
para o chão, ensopados e vítreos.
15/07/2018
Português
English
Español