Escritas

Cortes

sinkommon
Não tenho caneta nem papel
só tenho cortes e desenhos
na pele
água em torvelinhos pela cara
e fel.

Dos lábios longe
longe o começo.

Envelheço.

Os cortes afundam-se,
poços vazios,
vacilando, vendavais.

Num espírito fraco sem
esperança
de um sol que promete
e nunca vem.


Escrito a 31/05/2018
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