Um escorvo
sinkommon
De manhã a solidão,
enregela os braços e as pernas,
em bafos gélidos de primaveras.
Dos corvos a canção.
Sou eu que aqui estou,
mas não quero estar.
Não preciso de estar.
Um estorvo, o corvo cantou.
Abandono, só.
Um veleiro roto à deriva.
No oceano vasto.
A superfície vazia.
A torre sombria caída,
onde ainda vive o tormento,
Insistente com a vida,
persistente com a morte.
Escrito a 26/04/2018
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