Escritas

FOLHAS AO VENTO

Samuel da Mata
Em nada me admires
Nem sequer me censures
Ao meu ego não afagues
Nem também me esmurres

De herói não me faças
Nem também de bandido
Sou um vulto que passa
Para ser esquecido

Minhas marcas no mundo
Vem o tempo e apaga
O que te parece profundo
Lá no fundo é nada

Nada fiz de concreto
Tudo foi passageiro
No que pus meu afeto
Foi-se em vento ligeiro

Que importa escrituras
Do que alguém veio a ter?
Tempo, vento e chuva
A tudo faz perecer

Só há um que merece
A vossa admiração
Exaltai-o nas preces
Ele reina em Sião
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