Escritas

INDIFERENÇA

luiz_gonzaga_leite_fonseca
De verdade, sinto muito, agora é tarde,

Nada mais me consola ou me atormenta,

Sou formiga no meio da tormenta,

Que fenece na lama, sem alarde.



Paciência, sinto muito, agora é tarde,

Nada mais me machuca ou me acalenta,

Se a noite é fulgente ou nevoenta,

Ou se o sol é ameno ou se me arde.



Não duvido da crença de ninguém,

Porém isso não quer dizer, também,

Que desacredito da ciência,



Quando morrer deixo nada, pois sou só,

E se nada houver, depois da vida viro pó,

Mas se houver vivo de novo, paciência.