Escritas

À Hrabskova

Michel Gomes



Mulher em rios caudalosos

De pensamentos

À olhar o seu chá enferrujado,

Morno, vivo e domesticado.

Ah ! e quando pensas criança

Em alguém; já notou

Que as margaridas que nasceram e
foram despejadas

Nas paredes ficam imóveis,

Como se estivessem ausentes...

Aguardando o seu semblante ressuscitá-las?

(pois o que existe não necessariamente
está vivo)


Olhando pela janela

Com sua chávena pintada em cores de Vicente Van Gogh

Por mãos chinesas.


As formigas caminham por tua janela
aquecida,

Enquanto muitos caminham

Em lábios aprisionados pelo frio

Em quietude absoluta.


Hrabskova em oração silenciosa

Grita em pulmões incandescentes,

Ao ponto que seus olhos verdes
contemplam o que muitos já perderam.


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