Mistério caseiro
Darlan de Matos Cunha
No meio das costas, reluzente
que nem esqueleto ao relento,
um pé para o norte voltado, e o outro
longe de onde fôra deixado
pelo vento nas dunas, tentado
por cães e ratos do deserto.
Em todo lugar do mundo gasto mundo
sempre há quem imagine vozes
cotações, premissas e promessas
sem agiotas, mas aqui outra realidade
mostra a marca do sutiã e, ativada
entre as omoplatas, uma faca só lâmina.*
***
*: Poema de João Cabral de Melo Neto
*: Poema de João Cabral de Melo Neto
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